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CLC UFPel se posiciona contra o Future-se

Por unanimidade decidiu-se pela não adesão ao programa


O Centro de Letras e Comunicação (CLC) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) reuniu-se em Assembleia na quinta-feira, dia 29 de agosto. O encontro ocorreu às 18h30 no saguão do Campus Anglo e teve como pauta central o Programa Future-se. De forma unânime os presentes optaram por não aderir ao programa.

O Conselho Superior Universitário (CONSUN) recentemente deliberou que a adesão da UFPel ao Future-se fosse decidida por um plebiscito. O encaminhamento, entretanto, foi um dos assuntos mais polêmicos da Assembleia. Também por unanimidade o CLC votou pela rejeição do Future-se e deliberou ainda por solicitar que o próprio Conselho posicione-se contra o Programa.
Imagem: Projeto "Em Pauta" da UFPel.

Um dia antes da Assembleia foi realizada, também no Campus Anglo, a primeira de uma série de Plenárias propostas pelo Diretório Central de Estudantes da UFPel (DCE) para debater o Future-se. Ao longo de todo o semestre serão realizadas várias outras atividades sobre o tema nos mais diversos campus da Universidade. Local, data e horário dos encontros podem ser acessados no site da UFPel ou na página do DCE no facebook.

O Future-se, segundo definição do Governo Federal, é um programa de incentivo à capitação de recursos privados para o custeio das Universidades públicas. Boa parte dos presentes, no entanto, defendeu que o projeto na prática representa a privatização das instituições. Esse é também o entendimento do 1º Coordenador Geral do DCE UFPelHullifas Nogueira, que considera o projeto “um plano de privatização profunda das universidades”.

Em sua 176ª Reunião do Conselho Pleno, realizada em julho deste ano, a ANDIFES (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) alertou para os riscos que o Future-se representa para a autonomia universitária. “As universidades ver-se-iam profundamente atingidas em sua autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e mesmo em sua autonomia didático-científica”, afirma a nota da Associação. 

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